Seguro em Latim | 4 de novembro de 2022 | Fonte: Pedro London

Põe o dedo aqui, que já vai fechar o abacaxi

Em Curitiba era muito fácil fazer esse jogo para “selecionar” quem iria participar das brincadeiras. Quem não colocava o dedo, ficava de fora. 

Durante os últimos anos vivemos um mundo completamente diferente do que estávamos acostumados, sem contato, com chopps virtuais e principalmente reuniões mais secas e diretas. O CQCS Insurtech & Innovation foi o primeiro evento que fui palestrante e foi uma experiência incrível. Lá consegui conhecer bastante gente, fazer muitas conexões e ainda tive a oportunidade de entender melhor sobre seguros.

Na última semana estive presente em mais um, e em cada edição, voltamos para casa abastecidos de muito conhecimento, aprendizado e ainda mais ideias. Foram dois dias intensos, debatendo sobre as novas tendências de Seguros e sobre os novos rumos do mercado, onde a palavra de ordem foi INOVAÇÃO.

Para quem não conseguiu estar presente, decidi trazer um panorama geral sobre o evento e falar um pouco sobre os assuntos que mais permearam as palestras, as conversas e os corredores da ExpoInsurtech.

Seguro pode ser sexy? 

Durante a abertura, Gustavo Doria Filho lançou a pergunta “Seguro pode ser sexy?”. Essa é uma pergunta que vai perdurar por um bom tempo, seja para simplificar o “segurês”, democratizar a educação e acesso a produtos de Seguro, mas principalmente o Seguro será Sexy quando o mercado for e essa transformação coloco 90% na mão dos corretores. 

Protagonismo feminino

Recheados de personalidades do mercado, nacionais e internacionais, os painéis abordaram os novos rumos do setor e as tendências que devem se consolidar nos próximos anos. Uma dessas tendências que vem ganhando força global é o protagonismo das mulheres no mercado.

A primeira palestra que abriu o evento trouxe Megan Kuczynski, presidente da Insuretech Connect, para falar sobre a importância da liderança feminina no segmento. Megan contou como começou sua carreira até chegar no mundo dos seguros, e o quanto a ajuda de parceiros extraordinários fez a diferença na sua caminhada. 

Além dela, grande representatividade feminina no CQCS Insurtech & Innovation deste ano, com mulheres cada vez mais presentes nos painéis.

Tecnologia e a Inteligência Artificial

O uso da tecnologia sem dúvidas foi um dos temas mais abordados durante os dois dias de evento. Jaime Silvela, diretor de negócios de inteligência artificial da Solera, trouxe dados importantes sobre a importância das empresas de seguros estarem cada vez mais conectadas. “Por que precisamos tanto da tecnologia? Porque 70% dos clientes de seguros mudariam de empresa para uma experiência digital mais rápida”.

> 9 em cada 10 indústrias estão investindo em Inteligência Artificial.

> IA não é o futuro, é o presente… e está no seu bolso: waze, alexa.

> A máquina vence o homem, mas a máquina é o homem?

Para Jaime, nunca a combinação entre máquina e homem perderá contra outra máquina. “Não podemos ter medo, porque a máquina vem para potencializar as capacidades humanas. E a tecnologia acelera o processo de inteligência humana”.

O corretor de seguros vai acabar?

Outro tema que também esteve bastante presente nos painéis foi o papel do corretor de seguros com a chegada das novas tecnologias.

“Venda direta, telemarketing. Sempre tem um desafio e o corretor sempre se supera, se adapta. O corretor tem que trabalhar com pessoas, deve estar utilizando as ferramentas para aprimoramento, para que avance nessa essência de levar proteção para as pessoas. Os clientes querem falar com alguém, nem que seja por e-mail, chat. Quer sentir que existe uma presença humana ali”.

Ohhhhh! Para mim uma das grandes disrupções e um “soco no estômago” da tecnologia. Mas agora te pergunto: a sua conversa, o seu contato é mais agradável do que uma máquina?

Os consumidores de seguros já fazem parte da era digital! Mas e o corretor?

O corretor já entendeu que não vai ser substituído pelo digital. Mas ele já aderiu ao digital? Essa foi a pergunta feita por Fabiana Resende – Vice Presidente Executiva de Seguros PASI, na palestra “A inclusão estratégica do corretor na distribuição digital”.

Fabiana trouxe dados que mostram que o corretor agora vende 3 VEZES MAIS do que vendia em 2017. Mas por quê?

Está vendendo mais porque o processo digital está ajudando. Com otimização de tempo, o corretor de seguros consegue inclusive fazer mais cross-selling. E a tendência do mercado é que haja mais automatização de processos, autosserviço dos consumidores na contratação e gestão dos seguros, e aumento da performance no digital de acordo com o perfil de cada corretora.

E quem pode ajudar o corretor a se tornar digital? Seguradoras, assessorias, empresas de tecnologias.

Hoje o Brasil conta com 44 mil corretores PJ ativos. Ou seja, são 44 mil distribuidores com potencial de serem digitais. Quais habilidades e ferramentas esses corretores precisam ter? Nº 1: desejo real de permanecer no mercado.

Gamificação no processo de treinamento

No segundo dia de CQCS Insurtech  & Innovation tive a oportunidade de falar um pouco mais sobre esse assunto durante a palestra “Construindo uma mentalidade inovadora”, ao lado de Lucy Pamboukdjian, Diretora de Seguros da CERC SA e do Julio Pauzeiro, Business Partner da Meta Brasil.

Falei sobre a importância da evolução da educação no mercado de seguros e como a gamificação pode ajudar o ecossistema no treinamento de seus colaboradores, além de contribuir para a melhora do relacionamento com o cliente.

Então por que ter uma área de treinamento gamificada?

↪ Participação: game gera maior interesse na ação;

↪ Motivação: preferem a ação no formato gamificado;

↪ Engajamento: se sentiram mais engajados pela gamificação;

↪ Resultados: se sentiram motivados a consumir todo o conteúdo.

O mundo evoluiu rapidamente e a educação em seguros precisa acompanhar!

CASO VOCÊ TENHA A PRETENSÃO DE FAZER PARTE DA REVOLUÇÃO E NÃO SER ENGOLIDO, A SUA PRESENÇA É OBRIGATÓRIA NOS EVENTOS DO MERCADO. 

Então se programe para o ano que vem, mas corra que os preços das passagens não estão amigáveis. 

Próxima edição: 18 e 19 de julho de 2023

Tentei resumir bem a 5ª edição do CQCS Insurtech & Innovation e trazer os conteúdos mais relevantes que tive o prazer de assistir, mas talvez não seja nem 10% de tudo que é possível absorver nesses dois dias.

Eventos como esse são uma grande oportunidade para o mercado, tanto para quem está começando e precisa criar networking, quanto para quem já é experiente no segmento, mas está buscando se atualizar, se informar sobre as inovações que têm surgido.

Foi muito especial receber o convite para ser palestrante do evento que me projetou no mercado. Pelo jeito foi boa a minha primeira participação (😉).

Minha dica para quem é do mercado é: Coloquem o dedo no abacaxi. Ano que vem, não deixe de ir no evento. Networking e aprendizado não faltam e vão te impulsionar para pulos maiores!

Se você teve a oportunidade de ir no evento, comenta aqui e vamos levar cada vez mais networking e inovação para o nosso mercado. 

Pedro London

Escreve sobre como as mudanças/noticias do mercado de Seguros impactam na vida do corretor de Seguro. Brasileiro, casado e pai do Miguel e do Gabriel. Acredita que a educação informal tem o poder de mudar o mundo! CEO/Founder da Tutum-Escola de Seguros. Profissional com mais de 15 anos no mercado, iniciou sua trajetória como estagiário na Master Comunicação, sólida experiência pelo grupo Boticário atuando na categoria de marcas e produtos e Trade Marketing. Fez o restante da sua carreira no mercado securitário aonde atuou como Lifeplanner®️ na Prudential do Brasil e se tornou gestor comercial no Rio de Janeiro durante 5 anos. Hoje Empreende em Educação na área de seguros e criou sua própria Start-Up – Tutum - uma comunidade voltada para os amantes de Seguro.

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