Saber Sabendo - Ensinando e Aprendendo | 23 de agosto de 2022 | Fonte: Sergio Ricardo

Por que alguns segurados não conseguem contratar seguros?

Quase todos os dias, quando acidentes são noticiados, as pessoas me perguntam se há algum seguro que poderia fazer frente aos danos e qual seria o papel dos corretores de seguro em amparar aqueles que foram vitimados, sejam eles os próprios envolvidos e/ou terceiros.

Claro que sempre há a possibilidade dos seguros virem a dar cobertura aos eventos de risco, mas resta perguntar o porquê das empresas (e das pessoas) não contratarem seguros ou de fazê-lo muito aquém do que seria necessário.

Se vocês me permitem, quero inverter um pouco o sentido das coisas, para que fique bem claro o caminho a ser seguido e tentar explicar as coisas.

Imaginemos que uma empresa tenha riscos expostos (todas têm), por conta das suas atividades. Esses riscos podem ou não estarem tratados, o que significa dizer que alguém na linha estratégica da empresa (acionistas, conselho e/ou diretoria executiva) entende que são os riscos que podem impedir que as empresas atinjam os seus objetivos estratégicos, sobretudo quando eles se materializam. Em geral, em empresas assim, os eventos de risco são mapeados (identificados), analisados e avaliados, havendo planos de ação e controles para que sejam tratados.
Esses tratamentos podem significar investimentos, mas são absolutamente necessários, porque eles têm a ver com a percepção que se quer que a empresa continue operando, produzindo, gerando lucros e dividendos.

Todo esse trabalho, que é de responsabilidade da empresa, tem conexões com os seguros, porque um dos tratamentos possíveis aos riscos expostos, ou seja, pelo menos idealmente, a empresa deveria tratar os seus riscos por meio de intervenções diversas e complementar com a proteção financeira do seu patrimônio (e do seu caixa), desde que (cada vez mais) de fato demonstre que seus riscos estão tratados e controlados.

Estou dizendo aqui que cada vez mais as seguradoras entendem que não há espaço para subscrever riscos em que se percebe desleixo com as condições de segurança das instalações e das operações, razão pela qual muitas empresas não encontram quem queira subscrever os seus riscos, ou o fazem sob condições de prêmio e franquia bastante agravadas, mesmo assim, com uma lista de tarefas a cumprir sob pena de não conseguir renovar os seguros ao final da vigência.

Assim, se de um lado há uma segurado displicente e até negligente e, de outro, uma seguradora que não quer subscrever riscos assim, sobre para os corretores de seguros tentar convencer o segurado que precisa mudar de postura e rapidamente entender que precisa encontrar meios para reverter a situação. 

Cabe ressaltar que os corretores de seguros nada têm a ver com gerenciamento de riscos em si, que como disse mais acima, é função da empresa, mas podem auxiliar em 2 aspectos importantes: indicando consultores que habitam o ambiente da gestão de riscos das empresas e também o mercado de seguros, com a necessária experiência e até um certo pragmatismo, porque há necessidade de mostrar quais são os benefícios de fazer; e, também, auxiliando na tradução das demandas por seguro que saem do trabalho de gestão de riscos, construindo as estruturas de cobertura necessárias e buscando os mercados.

As pessoas têm que se conscientizar que o mundo mudou profundamente nos últimos anos e que o mercado saiu rapidamente do “soft” para “hard”, o que significa que apenas os riscos bem protegidos serão segurados por preços razoáveis. Os demais, aqueles mal protegidos ou em que se percebe que não há gestão de riscos na prática, devem encontrar severas dificuldades.

Alguns corretores sempre me perguntam, com consciência do acima, o que fazer e eu sempre respondo que o caminho é estudar e se informar, para estar pronto para dar suporte aos seus clientes e poder dialogar com as seguradoras.

A minha dica é o MBA Seguros – Universidade Católica de Petrópolis (UCP) com início em 15/10/2022, com aulas ao vivo nos sábados quinzenais, de 8h30 às 17h30, O investimento (já com desconto para quem paga as mensalidades até o dia 10 de cada mês) é de R$ 273,24/mês (clique aqui e conheça https://www.ipetec.com.br/mba-em-seguros-ead-new/).

A transformação digital não está distante e cada vez se sente os seus ares. Rapidamente vão sobreviver os mais capazes e bem informados, sobretudo aqueles que conhecem mais e melhor.

Sergio Ricardo

Executivo dos Mercados de Seguros e Saúde Suplementar com mais de 25 anos de experiência. Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Gestão da Qualidade Total – GQT – UFF. Engenheiro Mecânico – UGF. Foi superintendente técnico e comercial na SulAmérica Seguros. Foi membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e foi Diretor de Seguros do CVG – RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin (https://www.linkedin.com/groups/1722367/). Associado da ABGP, PRMIA, IARCP. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Coordenador de Pós-Graduação e Professor dos Programas de Pós-Graduação na UCP IPETEC, UFF, UFRJ, ENS, FGV, IBMEC, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO, TREVISAN, PUC RIO, IBP, CBV e é embaixador na Tutum – Escola de Seguros. Atualmente é coordenador acadêmico de vários cursos de pós-graduação, como o MBA Saúde Suplementar http://www.ipetec.com.br/mba-em-saude-suplementar-ead/, do MBA Seguros https://www.ipetec.com.br/mba-em-seguros-ead-new/ do MBA Governança, Riscos Controles e Compliance e do MBA Gestão de Hospitais e Clínicas na UCP IPETEC. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento, especializada em consultoria e treinamentos em gerenciamento de riscos, controles, compliance, seguros, saúde suplementar e resseguro. www.gravitas-ap.com. Fale com Sergio Ricardo sergioricardo.gravitasap@gmail.com.

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